Entrega de diplomas da participação dos alunos, na Semana da Leitura, da Biblioteca Municipal

Escola Eb1 de Paredes do Guardão.

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Dr. António J. Veloso apresentou o livro – “Ascensão e Queda de Uma Estância de Tuberculosos”

No dia 9 de Junho, dia do Agrupamento de Escolas do Caramulo, o Dr. António J. B. Veloso
esteve a apresentar o seu livro – Ascensão
e Queda de uma Estância de Tuberculosos
para toda a comunidade, na sala de
alunos da escola sede.

Começou por apresentar fotografias da paisagem serrana que envolveu um dos acontecimentos
mais importantes a nível arquitectónico e social do séc. XX. A Estância para a
cura de tuberculosos que nasceu e morreu no séc. XX.

Hoje, já em decadência e quase em ruína, era urgente registar em livro a memória. A pedido,
de muitos familiares e amigos, o Dr. Veloso resolveu escrever as histórias que
presenciou na infância: o mundo de médicos que o rodeava, a vida nas ruas e nos
sanatórios, a arquitectura dos edifícios, todas as infra-estruturas de uma
urbanização, que nasceu a partir de uma zona serrana pobre e agreste. Retratou
acima de tudo o empreendedorismo do criador da estância, o Dr. Jerónimo de
Lacerda.

Confidenciou-nos que muitas histórias ficaram por contar!

Constatámos que realmente o Dr. Veloso é um homem apaixonado por este local fora de tempo!
Deslumbrante! Surpreendente! Que se chama Caramulo!

Muito
Obrigada!

Foi um prazer
para a BE e para as gentes Caramulanas terem privado, este bocadinho consigo!

Volte à nossa
escola, porque adorámos ouvi-lo!

Um poema do Dr. Alvaro Assunção, mestre da declamação, mas também poeta!

Velho? Não!

Não. Eu nunca serei um velho
Por tudo aquilo que sinto
E, quando me vejo ao espelho
Ele diz-me que não minto!

Podem dizer: que vaidoso…
Natural, a idade avança.
Acontece …quando o idoso,
Se torna outra vez criança!

Não, não é gabarolice
É forte disposição…
Pois não pode haver velhice
Quando há paz no coração!

Vou saboreando este gosto
Serenamente, com calma
Conservando no meu rosto
Esta paz que me vai na alma!

E, quando a vida estiver finda
Já dentro do meu caixão
Eu direi, sempre, sempre e ainda:
Morto? Sim, mas velho, não!!!
Álvaro Assunção